«Só quando surge a pressão é que se revela quem realmente és.» Conheço bem este pensamento – e percebo como é verdadeiro muitas vezes. Às vezes pergunto-me como é que eu realmente estou quando as coisas ficam difíceis. O nosso tempo é acelerado, barulhento e, muitas vezes, um pouco incerto. Acontecem muitas coisas ao mesmo tempo. Funcionamos, estamos constantemente disponíveis, temos a cabeça cheia. Visto de fora, tudo parece estável – mas por dentro nem sempre é assim.
Quando há pressão, percebo como os meus pensamentos se centram subitamente mais em mim. Na segurança. No controlo. No que eu preciso. E constato: isto não é novidade. Está algures dentro de mim. Até as crianças pequenas pensam primeiro em si mesmas – de forma totalmente automática. E eu não sou assim tão diferente. Às vezes, isso motiva-me. Às vezes, deixa-me simplesmente vazia. Pergunto-me então: por que não sou sempre como gostaria de ser?
O SENHOR está perto de todos os que o invocam, de todos os que o invocam com sinceridade.
Salmo 145, 18
A Bíblia fala exatamente sobre isso. Não para me menosprezar, mas para ser sincera. E é precisamente aí que, para mim, começa algo cheio de esperança: Deus não olha primeiro para aquilo que não me corre bem. Ele vê-me como ser humano. Tal como sou. Ele não está longe. Ele interessa-se por mim. E foi Ele próprio que deu um passo na minha direção – através de Jesus. Para que a relação volte a ser possível.
E percebo: é mais fácil do que muitas vezes penso. Para mim, uma oração não é um programa religioso. É simplesmente uma conversa. Sincera, direta, sem grandes palavras. Não tenho de fazer nada. Posso simplesmente aproximar-me.
E se Deus estiver realmente mais perto do que pensas? O que te impede ainda?

