Exuberância e medo da morte
28. Agosto. 22

Quando eu era um jovem alpinista cheio de energia, quis escalar uma falésia de 800 metros sem corda nem qualquer outro meio de segurança. Pouco depois de ter começado a escalada, vi que o rochedo estava coberto por uma fina camada de gelo, na qual não tinha reparado antes. Cada um dos meus movimentos foi uma luta de sobrevivência; cheguei a pensar que ia cair. Até que cheguei a um sítio onde o rochedo tinha uma boa saliência para me apoiar e suspirei de alívio. Nessa altura veio à minha mente este pensamento: «Que lugar ocupa Deus na minha vida?»

Nessa altura tive consciência da minha atitude arrogante para com o meu Criador, e não só no domínio do desporto. O que me aconteceria se eu perdesse a vida? Na minha grande fraqueza, Deus revelou-se a mim. Que momento indescritível quando compreendi que Deus me amava com amor infinito e que tinha para mim as melhores intenções.

E recomposto, consegui  percorrer a última etapa da falésia e chegar lá acima. Voltei a casa por um caminho muito menos perigoso e com uma nova vida.

H.S., guia de montanha na Áustria

Texto da semana: Tiago 4.10-16

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